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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Usando a Experiência Alice



Alice é uma das personagens mais conhecidas e queridas da literatura infantil, protagonista do clássico "Alice no País das Maravilhas" do escritor Lewis Carroll, publicado em 4 de julho de 1865.
Uma das obras mais célebres do gênero literário non sense.

Trata-se da história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico cheio de criaturas entranhas e antropomórficas, com uma lógica do absurdo, como é o mundo dos sonhos.
Está cheia de alusões satíricas que o escritor dirigiu a amigos e inimigos, paródias de poemas populares ingleses do século XIX e diversos enigmas.
São dois livros, um para crianças e outro para adultos, dentro do mesmo volume.

Teve pela primeira vez uma mostra interativa exclusiva baseada em sua história, chamada "Experiência Alice", concebida aqui no Brasil, tempos atrás, criada para comemorar os 150 anos do livro.
O público vivenciou seus 15 ambientes num espaço de 800 metros quadrados cheios de tecnologia, no Shopping JK Iguatemi.
A mostra foi uma realização da ONG Orientavida, Disney Brasil e o shopping.
Parte da renda arrecadada foi destinada aos projetos sociais da ONG.

Queremos mostrar um pouco dela não apenas por ser interessante e bastante original e interativa mas para que você entenda como também exposições podem ser inspiração e auxílio na criação de festas temáticas.
Muito do que vi, imaginei como pano de fundo ou decoração para festas.
Nesse caso uma festa infantil.
Mas também uma comemoração de 15 anos ou até mesmo debutante.
O tema permite inúmeras possibilidades.

Na época, fomos conferir.



Antes da entrada, na fila, uma parede feita de fileiras de taças de vidro sobrepostas, que remetem ao mundo translúcido dos sonhos.
Um mundo onírico, onde misturam-se dois mundos : o real e o irreal.



No primeiro espaço, todas as paredes foram forradas com páginas de livros das diversas edições do "Alice no País das Maravilhas".


     Boa ideia para decorar paredes em festas.                                
 Basta tirar xerox do livro que for usado como tema e colá-las.


Por cima, os desenho de personagens ou objetos-chave da história.
    Podem ser tirados do Google.                                                           
         Aqui a Alice ...                                                                                     


... ali o Chapeleiro Maluco ...


... lá o gato ...


... a lagarta.


Outra ideia é usar livros de várias edições empilhados para apoio de pequenos vasinhos com flores, objetos temáticos e como bandeja para os doces.




Alice é a personagem principal da história
Ela é corajosa e racional e vai fazendo considerações conforme a aventura se desenrola
Sempre loira embora sua cor de cabelos nunca tenha sido descrita na obra.

A história inicia com Alice e sua irmã no jardim, quando por elas passa o Coelho Branco de colete carregando sempre um relógio.
Ela segue-o até sua toca e cai num poço com paredes cheias de estranhos objetos, quadros e livros.
Ao chegar ao fundo vê uma mesa de vidro com uma chave dourada, símbolo muito usado nas festas como convite, nas brincadeiras, decoração ou lembrancinha.

Atrás de uma cortina descobre uma porta super pequena que leva a um lindo jardim.
Graças a uma garrafa com a etiqueta BEBA-ME, ela diminui de tamanho.
Recurso que pode ser usado numa suqueira ou para etiquetas em copos.
Só que deixa a chave na mesa e não consegue mais alcançá-la. 
Precisa comer um bolo com COMA-ME, devido ao qual fica enorme.
Outro recurso para enfeitar doces e cookies com a palavra mágica.



Tendo ficado enorme não consegue entrar no jardim e põe-se a chorar.
Chora tanto que cria a Lagoa de Lágrimas.
O Coelho passa novamente por ela e deixa cair suas luvas e um leque, que ela usa para se abanar e acaba voltando a diminuir.
Ms escorrega dentro do próprio lago, onde encontra o Rato que ajuda-a na travessia.
Ele provavelmente representa a governanta da casa de Alice.

Na exposição, os visitantes "atravessam o lago" sentados dentro de um barquinho.
Pode ser feito de madeira ou papelão grosso, daqueles ondulados.
Sobre um piso azul, pintado, forrado de tecido ou papel.
Fundo de uma piscina vazia.
Ou sobre plástico bolha.


Na outra margem encontra diversas espécies de animais, todos encharcados.
Um Dodô, caricatura do autor que se auto proclamava Do...do...Dogson, por ser gago e sempre diz palavras complicadas, sugere uma Corrida Eleitoral para que se sequem.
Não tem normas, exceto sempre correr em círculo por meia hora.
No final todos ganham e recebem prêmios.
Alice distribui doces que estavam em seus bolsos como recompensa e ganha apenas um dedal !
Após o Rato contar sua longa história, Alice deixa os corredores do átrio.

Nesse momento caem bem brincadeiras de roda e corridas.
Para brincar num labirinto que tal espelhos que distorcem ?
Crianças e adultos se divertem.



O Coelho Branco passa por Alice e confundindo-a com seu servo pede-lhe as luvas e o leque.
O White Rabbit carrega sempre um relógio e parece estar sempre muito atrasado.
Ao contrário de Alice, tem medo de tudo e todos, principalmente de sua Rainha.
Foi usado pelo autor para enfatizar em contra-partida a coragem da personagem-título.



Alice obedece mas encontra a garrafa com BEBA-ME, cresce muito e ocupa toda a casa não conseguindo mais sair.
O Coelho chama seu servo lagarto Bill para entrar pela chaminé mas Alice empurra-o com um ponta-pé.
O Coelho começa a atirar pedras pela janela, que ao caírem no chão transformam-se em bolos de aparência maravilhosa.
Por isso o bolo e docinhos das festas temáticas de Alice sempre são lindíssimos, extremamente elaborados, charmosos, femininos.
A menina come diversos e diminui novamente.


Ao sair da casa uma multidão de animais estão à sua espera assustando-a e fazendo-a fugir para um denso bosque.
Ali encontra um grande cachorro e depois a Lagarta Azul, Caterpillar, sentada num cogumelo fumando calmamente seu narguilé.
Alice admite a ela estar confusa com suas constantes transformações e a perda de habilidade de recitar poemas.
A Lagarta não lhe dá muita confiança e responde-lhe com monossílabos.
Explica-lhe que um lado do cogumelo a faz aumentar e o outro diminuir, o que faz com que a menina faça diversas tentativas até conseguir sua altura normal.



A seguir um Peixe-Lacaio entrega ao Sapo-Lacaio um convite para a Duquesa participar de um jogo de críquete.
Alice, perplexa, entra na casa e encontra a cozinheira atirando pratos e frigideiras contra a patroa, enquanto prepara uma sopa.
Porém usa pimenta demais e todos espirram simultaneamente com violência.
Irritada com o bebê que não pára de chorar, a Duquesa atira-o nos braços de Alice e parte para jogar.
Indignada Alice segue para o bosque mas para sua surpresa o bebê transforma-se num porco !


Por fim aparece o famoso personagem do gato , o Gato de Cheshire, listado lilás e berinjela e Alice pergunta-lhe o que fazer para entrar naquele lindo jardim que vira no início de sua aventura.
Como não obtém resposta concreta, ela questiona a existência de tantos seres malucos, quando o gato responde que ele próprio e ela são malucos também.
Sugere-lhe que visite o Chapeleiro Maluco ou a Lebre de Março e desaparece deixando apenas seu sorriso.





Aqui podem ser passadas imagens em paredes para que as crianças brinquem de esconde-esconde ou pega-pega.
Ou o filme-tema da festa.
Ou contratar um contador de história.




Não deixe de decorar com árvores, galhos, plantas e arranjos florais para imitar os jardins dos sonhos de Alice.

E que tal decorar as paredes do ambiente com figuras das personagens em cartolina ou papel-cartão colorido ?


Aqui acima a cena mais famosa da história : o Chá Maluco, que tanta inspiração trás para mesas de festas das mais variadas ocasiões.
Tanto crianças, jovens e adultos pois quem não quer um chá encantado ?


E aqui a instalação da exposição, que você pode copiar para sua festa.



Alice convida-se para o chá de personagens loucas.
Nele estão vários dos famosos do livro, como o Chapeleiro Maluco, a Lebre de Março e o Arganaz.
Os nomes dos dois primeiros (Mad Hatter e March Hare) são figuras retiradas de expressões do período vitoriano da língua inglesa "louco como um chapeleiro" ou "louco como uma lebre de março" devido ao vapor de mercúrio usado na fabricação de feltro que causa transtornos psicóticos.
São todos loucos como os demais moradores do País das Maravilhas.

Estão sempre na hora do chá porque segundo eles no mês de Março o Chapeleiro discutiu com o Tempo e este, como vingança, não muda a hora para os dois habitantes.
O relógio fica eternamente com o ponteiro nas 6 horas.
O Chapeleiro cantou uma música na presença da Rainha e essa sentenciou sua decapitação sob pretexto de estar matando o Tempo.
O Arganaz (Dormouse em inglês) está constantemente dormindo e acorda apenas por segundos.

Imagine preparar para sua festa um chá ao estilo Alice, com cadeiras descombinadas, mesa cheia de docinhos encantadores e para criar um clima, distribuição de chapéus, máscaras e acessórios das personagens da história.
E entrega de relógios com correntes como lembrancinha.




Muita louça de chá em porcelana floral em tons candy, vasinhos, flores, candelabros ....


... uma poltrona na cabeceira para a aniversariante.

Todos desafiam Alice com enigmas lógicos, mas ela cansa-se e sai imediatamente afirmando que é o chá mais estúpido a que foi.
Encontra uma porta num tronco e entra voltando ao átrio inicial.
Agora abre a pequena porta, come um pedaço do cogumelo e entra no tão esperado jardim.



Encontra no jardim três cartas de baralho discutindo e pintando rosas brancas com tinta vermelha visto que a Rainha de copas odeia as brancas.
As crianças da festa podem ter atividade ligada à desenho e pintura enquanto adultos aprendem a fazer arranjos florais.
Ou partidas de baralho.
Ou mágicos com cartas.
Que tal ?


Todos dirigem-se ao campo de críquete mas são interrompidos por uma procissão de cartas, onde estão presentes os reis, as rainhas e até o Coelho Branco.


Logo Alice vê que a Rainha é uma figura difícil de agradar com seus constantes "Cortem-lhe a cabeça !".

É ordenada a jogar uma partida de críquete (que tal uma para a festa ?), mas instala-se logo o caos com flamingos sendo usados como marretas, ouriços como bolas e cartas vivas como balizas.

A Rainha vê a presença do Gato de Cheshire e manda decapitá-lo mas o capataz se recusa pois só aparece sua cabeça.
Como ele pertence à Duquesa, a Rainha pede que ela seja liberada da prisão onde se encontra para resolver a questão.

A Duquesa, agora simpática, admite sua pretensão de encontrar uma moral em tudo ao seu redor mesmo que não faça sentido.


A Rainha de Copas despede-se dela sobre a ameaça de execução sob o pretexto de apresentar a Alice o Grifo e a Tartaruga Fingida.
Quando encontram a Tartaruga, essa, muito triste mesmo sem motivos, conta sua história tentando justificar seu estado, narrando o tempo em que era uma verdadeira tartaruga, mas o Grifo interrompe-a de modo a dançarem juntos a Contradança das Lagostas e depois ela cantar a Sopa das Tartarugas

Aqui pode haver uma pausa para músicas e dança para todos.
Ou um karaokê.


O Valete de Copas vai a julgamento acusado de roubar as tortas da Rainha, com 12 animais no jurado, incluindo o lagarto Bill.
O juiz é o Rei de Copas e o oficial, o Coelho Branco.
A primeira testemunha, o chapeleiro Maluco, que torna o Rei impaciente.
A segunda, a cozinheira da Duquesa e por fim a própria Alice, que começou a crescer novamente.


Alice derruba acidentalmente os jurados o que ocasiona caos e atraso.
O Rei cita a lei em que quem tiver mais de uma milha de altura não pode participar do julgamento, mas Alice nega-se a deixar o recinto.
Inicia-se uma discussão entre ela e os Reis mas ela não tem medo por ser muito alta e eles serem apenas um baralho.
Este revolta-se e ele atacam-na.



De repente a irmã de Alice acorda-a para ir tomar chá, tirando-lhe as folhas que caíram no rosto e ela pensava serem as cartas do baralho.

Ela conta-lhe o que sonhou e retorna para casa ainda embevecida com o mágico e venturoso País das Maravilhas que fez tantas crianças (e adultos) sonharem até hoje.

Que tal colocar seus convidados prá sonhar também ?


Federica

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Crianças para sempre



Para as refeições em família ou convidados, a mesa das crianças é sempre uma festa.
E essa de Natal não poderia ser diferente.
São sempre alegres e divertidas e uma forma de ter um lugar afastado do ambiente chato dos adultos.
Acima um sonho de mesa, muito charmosa, para as meninas da turma sentirem-se num mundo mágico.
A anfitriã criou um espaço baseado em livros de contos clássicos infantis, como as Crônicas de Nárnia, onde elas desejassem sentar e não mais sair.
Um país mágico, dos sonhos.
Predominando a leveza do branco, com toques pretos e dourados.


Phoebe e suas convidadas Ellie e Greta adoraram o cantinho nevado de Natal, usando seus vestidos favoritos.
Sentiram-se as próprias fadas encantadas.


A dona da casa criou um refúgio de voile branco usando o dossel do quarto de Phoebe, como que uma "barraca" sobre a mesa, e um móbile com estrelas suspensas em galhos usando fio de nylon.


Para apanhar as duas laterais do dossel, foram usados passarinhos brancos comprados numa loja de artesanato.


Que charme comer dentro do refúgio sob as estrelas.


Nos espaldares das cadeiras foram amarrados sinos dourados com fitas brancas.


Sobre cada prato, uma coroa de papel feita por Wlter Kunze, usadas como mimo em tradicionais festas alemãs, fabricadas com moldes centenários e originais da região de Erzgebirge, perto de Dresden.
Cheias de pequenos e lindos detalhes em relevo.
Phoebe sentiu-se uma verdadeira fada com seu vestido branco e a coroa dourada !


Facas e garfos foram amarrados com largas fitas brancas para um toque refinado.


Para o arranjo central da mesa, falsos ramos de cedro e algumas pinhas reais.



Após a refeição, deliciosos cookies típicos natalinos com geleias.


Após sentar nessa mesa, qualquer um quer ser criança para sempre.


Federica